Desde as "Jornadas de junho", tenho vontade de compartilhar com os amigos e com as pessoas mais próximas o que têm sido essa experiência sem precedentes, totalmente rica em aprendizados e significados pra mim. Não pude fazê-lo até então, por motivos dos mais diversos: a correria na tentativa de me manter informado sobre os constantes atos aqui no Rio e em outros lugares, informar da mesma forma a outros amigos antigos e outros que ia conhecendo pelos protestos, continuar as tarefas dos Coletivos que faço parte, tomar banho, me alimentar, enfim... Papo pra outra postagem.
Esse nome (""""Jornadas de junho"""") eu faço questão de colocar suspenso em aspas, e me explico: o processo é dinâmico, e aquele primeiro dia de Manifestações no começo de junho ainda não acabou, não pra mim, pelo menos. Esse nome, na minha opinião foi uma sugestão, dentre tantas outras, e apenas a população brasileira em seu próprio tempo vai legitimar, usar e aceitar.
Ainda que a mídia hegemônica se ATREVA a se adiantar na nomenclatura (e Jabor já provou não ter sido nada COMPETENTE nessa "missão"), ainda que historiadores, cientistas políticos e sociólogos pressionados pela SEDE de produção em larga escala, típica do IndustrialISMO que permeia a Academia em tempos de gestão petista (pois é preciso gerar dados pelo MEC pra "inglês, francês, norteamericano, chinês, indiano ver", independente da qualidade da "produção") tentem anteceder o nome desse fenômeno que tomou as ruas e passou a frequentar a mesa de jantar de cada lar brasileiro (que a tem, é necessário fazer esse destaque!), concorrendo com as novelas, minisséries, reality shows, noticiários, enfim, todas as ferramentas que a mídia tem para tentar desviar a atenção da população para seus anunciantes.
Nossa! Quanta informação nessas primeiras linhas, não?! Vou ter que fazer um esforço pra me debruçar em cada um desses detalhes de uma vez, ou cada postagem ficará "intragável", indigesta. Vou tentar, viu?! Mas vai ser um esforço, pois todas as demandas de SÉCULOS de DESCASO em nossa sociedade resolveram ser apresentadas, todas de uma única vez, e é tarefa ATUAL de cada Assembleia Popular que já tive a oportunidade de visitar dar conta dessa pauta ESQUIZOFRÊNICA (no sentido do termo mesmo: "fragmentada"). Estamos tentando, COLETIVAMENTE, e pedimos paciência, pois cada integrante ainda tem uma vida de tarefas, estudos, trabalhos e relações pra tocar. Num é mole, não...
Bom, de pronto, só queria deixar o convite mesmo. Me parece URGENTE começar a mudar o foco da militância. Mudar o TOM dos pronunciamentos. De ALARMISTA a INFORMATIVO, e vou convidar a COMICIDADE pra ser minha parceira nessa jornada. Se queremos resgatar a atenção de toda a população brasileira, tão castigada pelos canais midiáticos, devemos fazer esse esforço. COLETIVAMENTE.
Gostaria de fazer um destaque, antes de me despedir: as fotos apresentadas nessa postagem foram do Ato de 17 de junho de 2013 concentrada na Avenida Rio Branco, Centro financeiro da capital fluminense, quando ainda achavam que estávamos nas ruas por 20 centavos, e JÁ éramos MASSACRADOS pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, pelo Batalhão de Choque e demais forças COVARDES do Poder Público, na atual gestão do Governador Sérgio Cabral. A Força Nacional, convocada pela presidente Dilma, passou a intervir principalmente a partir da Copa das Confederações, assim como a Guarda Municipal e a Cavalaria do Prefeito Eduardo Paes.
Caso vocês conheçam algum manifestante nessas fotos, ficarei grato em dar o crédito, se assim quiserem, na legenda de cada foto.
Eu vou tentar. Simbora?!
Então vamo que vamo!
;)
.jpg)